Anjos e Demônios de Dan Brown

Numa corrida contra o tempo, o especialista em História da Arte, Robert Langdon e a cientista Vittoria Vetra precisam decifrar enigmas para encontrar quatro cardeais sequestrados e uma "bomba" de destruição em massa que foi escondida no Vaticano, tudo isso durante um Conclave para a eleição de um novo Papa.




Essa é a premissa da primeira aventura do Professor Robert Langdon que ficou mais conhecido ao ser interpretado por Tom Hanks no cinema nas adaptações dos livros de Dan Brown. Anjos e Demônios é um livro que prende do começo ao fim. Tudo começa com o assassinato de Leonardo Vetra e o roubo de um tubo de antimatéria (a descoberta de Leonardo e de sua filha Vittória), Langdon é convocado para desvendar os símbolos deixados pelo assassino na cena do crime, pois ele é estudioso de História da Arte e símbolos antigos. Vittória se une a Langdon nessa busca para desvendar a morte de seu pai e encontrar a antimatéria.

O autor fez uma severa pesquisa sobre a História da Arte, o Vaticano, os Illuminatti e criou um thriller de tirar o fôlego. Tudo acontece em 24 horas, é uma corrida contra o tempo que deixa o leitor colado no livro. Descobertas e revelações bombásticas são feitas a todo instante o que deixa a obra ainda mais atrativa.

Os personagens principais conquistam logo de cara pelo modo como lidam com a situação inusitada que estão enfrentando. Robert Langdon é um acadêmico renomado de Harvard que ama História da Arte e mergulha de cabeça na resolução dos enigmas que surgem para ele durante a trama, além disso, ele é um perfeito cavalheiro, se afeiçoa a Vittoria assim que a conhece e logo vemos uma boa química entre os dois.

Durante a corrida contra o tempo, o autor ainda nos presenteia com flashes do passado de Robert, Vittória, e de outros personagens importantes que fazem a diferença no enredo. Esses flashes do passado nos ajudam a compreender melhor as razões pelas quais cada um age de determinada maneira. E o mistério paira no ar, afinal, quem arquitetou este plano mirabolante para destruir o Vaticano? A surpresa só vem nos capítulos finais e é chocante, surpreendente!

A história também é enriquecida com fatos e lugares históricos, criptas, Igrejas antigas, monumentos de artistas renascentistas, um prato cheio para quem aprecia História da Arte, assim como Robert Langdon, que apesar de estar sob pressão para decifrar os enigmas que surgem pelo caminho, não deixa de se maravilhar com a riqueza das obras renascentistas que encontra no Vaticano.

Por falar em Vaticano, posso dizer que esse foi o Conclave mais badalado da ficção (se é que existe outro, me corrijam se eu estiver errada), cheio de grandes revelações e acontecimentos com a imprensa à caça de furos de reportagem e a expectativa pela explosão da antimatéria, é emocionante!

Não posso deixar de citar o camerlengo Carlo Ventresca que é o camarista e substituto temporário do Papa falecido até que o novo seja eleito. O camerlengo conquista o leitor por fazer tudo ao seu alcance para salvar o Vaticano, ele é determinado, corajoso, devoto e sabe o que quer.

Questões como Religião e Ciência são abordadas durante toda a trama, o passado da Igreja Católica que impedia os avanços científicos, a Ciência que hoje avança mas descarta a religião, enfim, debates para o leitor refletir...

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